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CARNE BOVINA

Com o aumento na exportação da carne aos chineses, preço dispara no Brasil

China já importou do Brasil mais de 318 mil toneladas este ano em uma transação de mais de U$ 3 bilhões de dólares, segundo o Agrostat.

27/11/2019 23h03
Por: Redação
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Preço da carne bovina disparou no fim de ano com o aumento na exportação aos chineses (Foto: Divulgação)
Preço da carne bovina disparou no fim de ano com o aumento na exportação aos chineses (Foto: Divulgação)

O consumidor que têm o hábito de fazer churrasco aos fins de semana ou que não abre mão do bife no dia a dia já percebeu o preço da carne está nas alturas. E a previsão não é boa até o fim do ano, que torna cada vez mais difícil que a proteína animal fique mais barata. Entre os motivos, há fatores relativos ao mercado externo e ao interno.

A questão mais importante é o aumento de exportações para a China , que foi atingida no final de 2018 pela peste africana (doença hemorrágica altamente contagiosa provocada por um vírus que só atinge porcos).

Para suprir o consumo dos chineses, só este ano, o país já importou do Brasil 318.918 toneladas de carne bovina, 184.393 toneladas de carne suína, 448.833 toneladas de carne de frango, em transações que totalizaram mais de U$ 3 bilhões, segundo estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).

Atualmente, há 100 estabelecimentos processadores de proteína animal no Brasil autorizados a exportar para a China. O professor de Economia Internacional do Ibmec SP, Roberto Dumas, destaca que, entre agosto de 2018 e 2019, o país asiático aumentou em 54% a importação de carne bovina; em 40%, de suína; e em 48%, de frango. Em contrapartida, houve redução de 16% na exportação de farelo de soja, usado para alimentar porcos.

Um dos fatores para o aumento no preço da carne bovina foi a falta de confinamento do gado que foram apenas 5,2 milhões de cabeça confinadas para uma demanda bem maior (Foto: Divulgação)

Além da peste africana, há outro fator para as exportações estarem aumentando. A política pública da China está aumentando a renda do trabalhador, que tende a consumir cada vez mais proteína animal,  explica  o Agrostat.

"Ainda há um volume exportado para Hong Kong que não entra nesta estatística e que é depois repassado para a China, como uma forma de driblar a fiscalização".

Com a exportação maior, segundo dados da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio (BGA), o preço da carne bovina no atacado brasileiro teve incremento de 40% nos últimos dois meses. O quilo de alcatra e do contra-filé, por exemplo, que eram vendidos a R$ 16, subiram para R$ 27.

Na primeira quarta-feira de novembro, dia 6, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (São Paulo) fechou a R$ 177,45, maior valor nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 1994. Em termos reais, trata-se do maior patamar desde abril de 2016, quando a média mensal do Indicador foi de R$ 182,00.

De acordo com o presidente da BGA, Humberto Vaz, entre 2018 e 2019, o preço da carne bovina sofreu elevação de 15%. Entre este ano e 2020, a tendência é que o preço permaneça de 30 a 40% mais caro.

 "A oferta de carne no mercado é muito baixa para os supermercadistas. O produtor tem preferido exportar porque os chineses estão pagando mais caro. Compram a carne de segunda, por exemplo, por R$ 24 o quilo, enquanto no Brasil se paga a metade desse valor" — comparou o presidente da BGA.

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